Acção

[Em sentido moral e metafísico:] Conjunto de todos os nossos actos e, principalmente, dos nossos actos voluntários; conduta humana.
[Citações:]
Maurice Blondel: “A acção é a síntese do querer do conhecer e do ser”; “Cumpre distinguir diversos tipos da palavra acção. Existe a acção prática, a acção discursiva e a acção profunda. A primeira gera o senso comum; a segunda regula a ciência; a terceira é que deve servir como critério em Filosofia”
Armand Cuvillier, Vocabulário de Filosofia
Facebook Comments

1 Comment

  1. Acçao:

    “Conjunto de todos os nossos actos e, principalmente, dos nossos actos voluntários; conduta humana.”

    “Existe a acção prática, a acção discursiva e a acção profunda. A primeira gera o senso comum; a segunda regula a ciência; a terceira é que deve servir como critério em Filosofia”

    Parece-me que a definiçao etimologica peca por se referir apenas à chamada “acçao pratica”. Mas, parece-me no entanto interessante o enfase dado a “principalmente actos voluntarios”. Penso que seja por esta razao, que o proprio Direito reconhece a gravidade ou menos de um crime, com base na sua premeditaçao ou entao na sua involuntariedade.

    Penso também que o simples pestanejar seja uma acçao, obviamente involuntaria, embora nao racional. Ninguém foi jamais condenado porque ressona, por exemplo.

    Contudo, todas as acçoes do foro cientifico e filosofico sao de natureza exclusivamente racional e portanto revestidas de uma vontade e de um objectivo mais ou menos pre-definido.

    Entao surge esta questao:

    qual a fronteira entre o pensamento e a acçao voluntaria?

    Os catolicos pecam por “pensamentos e acçoes”, mas os tribunais nao podem julgar um assassino antes que este cometa o crime, ainda que seja provavel (ou quase certo) que o venha a cometer: por exemplo um assassino diz em voz alta que matara’ determinada pessoa (intençao de agir). No maximo pode ser julgado por crime tentado, o que implica a existencia de acçao previa que produza prova evidente.

    Entao a fase que precede a acçao voluntaria – o pensamento, é ou nao uma fase importante e determinista da propria acçao? Nao posso pensar sem luma inguagem, assim como nao posso agir voluntariamente sem pensar. Para a religiao catolica os maus pensamentos sao ja uma acçao condenavel.

    Quem tem razao: a filosofia ou a religiao?

    (Espero uma clarificaçao do Prof. Sergio Lagoa).

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.