3.1 Educação e Sociedade em Rede

3.1 Educação e Sociedade em Rede

 

Vivemos numa Sociedade em Rede, ou Sociedade da Informação. Victoria Camps carateriza-a pelo rápido desenvolvimento das tecnologias de comunicação, afetando a comunicação, o ensino, as relações interpessoais, etc.. A informação está em todo o lado, rodeia-nos, está acessível a partir de equipamentos simples como um smartphone com acesso à internet. Mas será uma boa informação? Estaremos mais suscetíveis à manipulação? Estaremos mais aptos a exercer uma cidadania ativa?

 

Aunque la ciudadanía hoy constituye una parte minúscula de la vida de la persona, aunque ya no podemos definir al ser humano como “animal político”, como hizo Aristóteles, ni pensar con Rousseau que el fin de la democracia es convertir al hombre en ciudadano, aunque así sea, conviene que la ciudadanía consista en algo más que el derecho al voto y la obligación de tributar al estado. Mejor dicho, conviene que el derecho al voto lo sea com todos los requerimientos imprescindibles para que el ciudadano vote com conocimiento de causa. Para ello, el ciudadano ha de empeñarse en conseguir una información que sea fuente de conocimiento, conjurando para ello, como decíamos, las tiranías y la lógica que constriñen a la información mediática y la rebajan a una información mediocre. La mediacracia es una democracia mediocre. (Camps, 2003, p. 10-11)

 

Victoria Camps não tem dúvidas em considerar que é necessário recuperar o logos, a racionalidade, razão e linguagem, fazendo dos cidadãos indivíduos capazes de compreender a informação a que têm acesso.

 

Também Medeiros (1998) questiona o papel da educação na Sociedade da Informação:

“No mundo contemporâneo assumem particular importância os conceitops de sociedade da informação e do conhecimento, daí decorrendo a necessidade de uma aprendizagem permanente, de um exercício crítico, muitas vezes desconstruccionista. (…) A sociedade do futuro terá de reformular o quadro onde o saber é criado e transmitido, e as metodologias de ensino e aprendizagem estão a ser apuradas em função dessa nova noção de competência” (Medeiros, 1998, p. 530)

 

O problema que se coloca é o de saber a dimensão e o significado educativo das transformações tecnológicas ocorridas nas últimas décadas. As «novas tecnologias» são já velhas perante o uso que lhes damos, mas a sua incorporação na sala de aula tem sido lenta e experimentalista. O que poderemos esperar da educação no século XXI?

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