Conceitos específicos nucleares I

O actual Programa de Filosofia contempla um conjunto de conceitos específicos nucleares para cada um dos módulos/capítulos a leccionar.

O primeiro módulo é referente a estes tópicos de conteúdo:

1. Abordagem introdutória à Filosofia e ao filosofar
1.1. O que é a Filosofia? – uma resposta inicial
1.2. Quais são as questões da Filosofia? – alguns exemplos
1.3. A dimensão discursiva do trabalho filosófico

Para estes conteúdos são propostos os seguintes conceitos específicos nucleares:

interpretação, problema/questão, tese, argumento, conceito, juízo e raciocínio, subjectivo e
objectivo, concreto e abstracto

Onze conceitos para um total de oito aulas de noventa minutos.

Existiriam outros conceitos igualmente relevantes para estes mesmos conteúdos?
Ocorrem-me alguns: proposição, premissa, falácia, experiência mental, contra-exemplo, opinião, crítica, mocho de Minerva, alegoria da caverna, etc.. Claro que uns serão mais importantes que outros: não me parece, por exemplo, que seja fundamental que um aluno de um curso introdutório de Filosofia seja obrigado a saber qual a simbologia de mocho de Minerva ou da alegoria da caverna; mas enquanto tópicos de introdução à Filosofia, parecem-me interessantes.

O que pensa o leitor? Que outros conceitos considera relevantes para este capítulo do Programa?

Facebook Comments

2 Comments

  1. O que eu penso, Sérgio, é que o programa se escusava bem, sem qualquer prejuízo de mencionar sequer conceitos. Se fosse um programa de rigor ao nível dos conteúdos, não existiria qualquer necessidade de especificar conceitos. Nós não ensinamos alunos a saber conceitos, mas a saber pensar com eles.

  2. Não me repugna que sejam enunciados conceitos específicos nucleares. Didacticamente, constituem uma indicação de objectivos mínimos em função dos quais se pode proceder à avaliação.
    Mas os conceitos não são suficientes: é necessário ensinar algo mais. Um aluno que apenas decora conceitos não está a satisfazer a finalidade última da disciplina – aprender a pensar criticamente. Portanto, é necessário ir mais além. Claro que podemos discutir se esse objectivo é ou não tangível; ou se é exequível. Mas se concluirmos que não é exequível, então teríamos de retirar daí consequências muito sérias…

    Nesta sequência de entradas no blogue o que pretendo é discutir quais os conceitos verdadeiramente essenciais ou relevantes para a leccionação do actual programa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.