Disciplinas de volta: Filosofia e Sociologia

As disciplinas de filosofia e sociologia voltam a fazer parte da grade
curricular das escolas de Ensino Médio particulares e públicas a partir
deste ano. A lei, sancionada ano passado pelo governo federal, torna
obrigatório o ensino das duas matérias nos três anos. Aprovada pelo
Senado, a nova lei altera o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da
Educação (LDB), de 20 de dezembro de 1996.

A medida deve disponibilizar cerca de 200 a 500 vagas para professores em
57 instituições (entre públicas e privadas) que contam com Ensino Médio e
integram o banco de dados da Secretaria de Educação do Estado de São
Paulo. Algumas escolas enfrentam dificuldades para encontrar um
profissional de áreas como Ciências Sociais e Filosofia, por conta da
baixa oferta de formados nestas especialidades.

“Geralmente, a gente está optando por aproveitar alguns professores de
História”, falou a funcionária de uma escola, que preferiu não se
identificar. “A escola não gosta de comentar estas medidas porque o
objetivo é contar com profissionais especializados, mas a oferta não está
das melhores e a saída é optar por aproveitar os que já estão com a
gente”, completa.

Já o professor de Ciências Sociais, Caio Abreu, destaca que “tem muito
profissional desempregado e as escolas pegam professores da rede, como
pedagogos e historiadores. Eles passam por um curso de pós-graduação de
360 horas”. Abreu, no entanto, comenta que a medida do governo é benéfica,
por proporcionar o retorno de uma disciplina “vital para compreensão da
sociedade”.

RETORNO. A coordenadora pedagógica Letícia Terbick destaca a importância
do retorno das disciplinas para os alunos do Ensino Médio. A sociologia,
em especial, tem como ponto central do ensino aprofundar a estrutura de
funcionamento da sociedade, de forma a permitir com que os alunos se
conheçam e entendam o papel que ocupam dentro do contexto em que estão
inseridos. “É um estudo mais aprofundado, de extrema valia para formação
humana das pessoas”.

Em 1971, as disciplinas deixaram de ser lecionadas nas salas das escolas
de Ensino Médio por determinação da ditadura militar.

Em 2001, o Congresso Nacional aprovou a inclusão das duas matérias, mas o
ex-presidente Fernando Henrique Cardoso vetou, segundo lembrou o
presidente em exercício José Alencar. Em 21 de agosto de 2006, a Câmara de
Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) já havia publicado
uma resolução orientando as redes estaduais de educação, que são
responsáveis pelo Ensino Médio, sobre a oferta das duas disciplinas.

Espanhol a partir de 2010

O ensino de espanhol será disciplina obrigatória nos currículos escolares
a partir de 2010 em todo o Brasil. De acordo com a lei 11.161, sancionada
pelo presidente Lula em 2005, todas as escolas de Ensino Médio deverão
oferecer aulas do idioma aos seus alunos. O espanhol é atualmente um
idioma falado por mais de 420 milhões de pessoas, sendo a segunda língua
mais falada no mundo ocidental.

Além da Espanha, é a língua oficial de 20 países, localizados na sua
maioria na América Latina. Dados da Secretaria de Educação Básica
(SEB/MEC) dão conta que o País, em 2007, tinha mais de 12 mil professores
aptos a ensinar a língua espanhola nas escolas. Mas, segundo o Censo
Escolar, são necessários de 22 mil a 24 mil para atender a nova demanda.

http://www.gazetadepiracicaba.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1616916&area=26050&authent=7EDC8F9D4071530F9DB88953001238

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