A distinção Facto/Valor

Quer na tradição filosófica, quer no discurso comum, é frequente o recurso à distinção facto/valor ou a uma separação rígida entre juízos de facto e juízos de valor. No domínio da ética, ela encontra-se bem presente na crítica de Hume à tendência para se inferir prescrições de descrições ou na denúncia da “falácia naturalista” por Moore. Todavia, defensores contemporâneos do realismo moral, de inspiração tanto naturalista como não-naturalista, têm desenvolvido posições metaéticas que põem em causa a distinção facto/valor. No domínio da filosofia da ciência, tal distinção tem sido também criticada com base em importantes argumentos metodológicos, linguísticos e sociológicos.

(continua no Compêndio em Linha de Problemas de Filosofia Analítica…)

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