Encarnação Reis, “A Função do Estético”

(…) “a cor verde dos prados”, dirá Kant (..), “é uma sensação objectiva enquanto percepção de um objecto dos sentidos, ao passo que o seu carácter agradável é uma sensação subjectiva, pela qual nenhum objecto é representado”. Só os sentimentos podem ser verdadeiramente, posto que exclusivamente, subjectivos; só eles são, pela sua própria- natureza, de quem os tem, e não podem portanto ser algo de objectivo, que aí esteja para as diversas consciências deles tomarem consciência. Não é aliás outra coisa o que já Descartes dizia nas Meditações, ao perguntar se, na verdade, “há coisa mais íntima ou mais interior que a dor”. O estético é portanto, para Kant, antes de tudo, o sentimento de prazer e de dor do sujeito. Como ele próprio escreve, resumindo tudo: “Estético significa aquilo cujo princípio determinante não pode ser senão subjectivo.

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