Malala Yousafzai e os Direitos Humanos

He named me Malala é um documentário sobre a vida de uma adolescente paquistanesa cuja determinação e coragem lhe valeram o Prémio Nobel da Paz em 2014. Acérrima defensora da educação e do acesso à mesma sem diferenças de género, Malala Yousafzai tem marcado a diferença ao levantar a voz para as desigualdades que meninas e mulheres sentem um pouco por todo o mundo em estudar, em ter acesso ao conhecimento.

Baleada pelos talibãs por participar, como o pai, em discursos inflamados sobre as atrocidades cometidas pelos fundamentalistas no seu país, Malala não só sobreviveu para contar melhor a sua história, como se converteu num símbolo na luta contra o obscurantismo que muitas vezes acompanha o discurso religioso.

É um documentário comovente e inspirador, muito bom ponto de partida para a abordagem aos direitos humanos e como transição para o trabalho em torno dos valores religiosos e da tolerância.

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Professora/Formadora. Licenciatura em Filosofia. Mestre em Comunicação Educacional Multimédia. Especialização em Igualdade de Género. Formação em Filosofia com Crianças pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e pela Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática. Membro de SOPHIA – European Foundation for the Advancement of Doing Philosophy with Children. Formadora / Tutora em e-learning.

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Publicado em Cinema e Filosofia
4 comentários sobre “Malala Yousafzai e os Direitos Humanos
  1. Gabriel Soares diz:

    Boa tarde! Sou estudante e farei um trabalho sobre Malala e Direitos Humanos, e gostaria de uma opiniao de alguem formado em Filosofia, para me mostrar uma visao filosofica do papel importante que Malala tem. Gostaria de uma opiniao ou comentario que seja, da Sra. se for possivel.

    Agradeço desde ja,
    Att Gabriel Soares

    • Olá, Gabriel! Malala converteu-se num símbolo de resistência à intolerância e de respeito pelos Direitos Humanos, dado que defende o acesso incondicional à Educação e ao Conhecimento e, em termos filosóficos, representa a luta contra o obscurantismo e o fundamentalismo, inimigos do pensamento livre e crítico.
      A prática filosófica fundamenta-se no princípio de que é necessário permitir a argumentação, a troca livre e democrática de ideias no sentido de fomentar o pensamento crítico e a liberdade de escolha. Ora, é precisamente isto que falta ao fundamentalismo, quando impõe acriticamente uma axiologia, uma moralidade e pune todos aqueles que ousam pensar e expressar linhas divergentes de pensamento e de acção. Malala representa os dissidentes, os livre pensadores que recusam ser escravos de ideologias opressoras, machistas e atentatórias aos Direitos Humanos. Daí que esta jovem, com uma coragem munida de fluidez verbal, se tenha destacado porque não aceitou ser silenciada na reivindicação no direito à Educação.

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