FILOSOFIA 10.º ANO

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I. ABORDAGEM INTRODUTÓRIA À FILOSOFIA E AO FILOSOFAR

O que é a filosofia?
Caracterizar a filosofia como uma atividade conceptual crítica.
As questões da filosofia
Clarificar a natureza dos problemas filosóficos

Racionalidade argumentativa da Filosofia e a dimensão discursiva do trabalho filosófico

Tese, argumento, validade, verdade e solidez.
Quadrado da oposição
Explicitar os conceitos de tese, argumento, validade, verdade e solidez.
Operacionalizar os conceitos de tese, argumento, validade, verdade e solidez, usando-os como instrumentos críticos da filosofia.
Aplicar o quadrado da oposição à negação de teses.

Formas de inferência válida
Explicitar em que consistem as conectivas proposicionais de conjunção, disjunção (inclusiva e exclusiva), condicional, bicondicional e negação.
Aplicar tabelas de verdade na validação de formas argumentativas.
Aplicar as regras de inferência do Modus Ponens, do Modus Tollens, do silogismo hipotético, das Leis de De Morgan, da negação dupla, da contraposição e do silogismo disjuntivo para validar argumentos.

Principais falácias formais
Identificar e justificar as falácias formais da afirmação do consequente e da negação do antecedente.

O discurso argumentativo e principais tipos de argumentos e falácias informais
Clarificar as noções de argumento não-dedutivo, por indução, por analogia e por autoridade.
Construir argumentos por indução, por analogia e por autoridade.
Identificar, justificando, as falácias informais da generalização precipitada, amostra não representativa, falsa analogia, apelo à autoridade, petição de princípio, falso dilema, falsa relação causal, ad hominem, ad populum, apelo à ignorância, boneco de palha e derrapagem.
Utilizar conscientemente diferentes tipos de argumentos formais e não formais na análise crítica do pensamento filosófico e na expressão do seu próprio pensamento.
Aplicar o conhecimento de diferentes falácias formais e não formais na verificação da estrutura e qualidade argumentativas de diferentes formas de comunicação.

II. A AÇÃO HUMANA E OS VALORES
A ação humana — análise e compreensão do agir

Determinismo e liberdade na ação humana [Metafísica]
Formular o problema do livre-arbítrio, justificando a sua pertinência filosófica.
Enunciar as teses do determinismo radical, determinismo moderado e libertismo enquanto respostas ao problema do livre-arbítrio.
Discutir criticamente as posições do determinismo radical, do determinismo moderado e do libertismo e respetivos argumentos.

 

A dimensão ético-política – análise e compreensão da experiência convivencial [Ética]

A dimensão pessoal e social da ética
Enunciar o problema da natureza dos juízos morais, justificando a sua relevância filosófica.

Caracterizar o conceito de juízo moral enquanto juízo de valor.
Clarificar as teses e os argumentos do subjetivismo, do relativismo e do objetivismo enquanto posições filosóficas sobre a natureza dos juízos morais.
Discutir criticamente estas posições e respetivos argumentos.
Aplicar estas posições na discussão de problemas inerentes às sociedades multiculturais.

A necessidade de fundamentação da moral – análise comparativa de duas perspetivas filosóficas

O problema do critério ético da moralidade de uma ação:
 a ética deontológica de Kant
o O dever e a lei moral;
o A boa vontade;
o Máxima, imperativo hipotético e imperativo categórico; Heteronomia e
autonomia da vontade;
o Agir em conformidade com o dever e agir por dever; Críticas à ética de Kant.

 a ética utilitarista de Mill
o Aintenção e consequências; o princípio da utilidade;
o A felicidade; prazeres inferiores e prazeres superiores;
o A inexistência de regras morais absolutas;
o Críticas à ética de Mill.

Clarificar a necessidade de uma fundamentação da ação moral.
Enunciar o problema ético da moralidade de uma ação.
Clarificar os conceitos nucleares, as teses e os argumentos das éticas de Kant e Mill.
Discutir criticamente as éticas de Kant e Mill.
Mobilizar os conhecimentos adquiridos para analisar criticamente ou propor soluções para problemas éticos que possam surgir a partir da realidade, cruzando a perspetiva ética com outras áreas do saber.

Ética, direito e política — liberdade e justiça social; igualdade e
diferenças; justiça e equidade [Filosofia Política]

O problema da organização de uma sociedade justa:
 a teoria da justiça de John Rawls

o A posição original e o véu de ignorância;

o A justiça como equidade;
o Os princípios da justiça;
o A regra maximin; o contratualismo e a rejeição do utilitarismo;
o As críticas comunitarista (Michael Sandel) e libertarista (Robert Nozick) a Rawls.

Formular o problema da organização de uma sociedade justa, justificando a sua importância filosófica.
Clarificar os conceitos nucleares, as teses e os argumentos da teoria da justiça de Rawls.
Confrontar a teoria da justiça de Rawls com as críticas que lhe são dirigidas pelo comunitarismo (Michael Sandel) e libertarismo (Robert Nozick).
Aplicar os conhecimentos adquiridos para discutir problemas políticos das sociedades atuais e apresentar soluções, cruzando a perspetiva filosófica com outras perspetivas.

 

III. Temas / problemas do mundo contemporâneo

Desenvolvimento de um dos seguintes temas:
1. Erradicação da pobreza
2. Estatuto moral dos animais
3. Responsabilidade ambiental
4. Problemas éticos na interrupção da vida humana

5. Fundamento ético e político de direitos humanos universais
6. Guerra e paz
7. Igualdade e discriminação
8. Cidadania e participação política
9. Os limites entre o público e privado
10. Outros (desde que inseridos nas áreas filosóficas das Aprendizagens Essenciais propostas para o 10.º ano)

O desenvolvimento do tema deve ter por horizonte a elaboração de um ensaio filosófico, sendo que a sua extensão e o grau de aprofundamento deverão ter em consideração a maturidade dos alunos (possível área de trabalho transversal com outras disciplinas).

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