Miguel Baptista Pereira, “Modernidade, Racismo e Ética Pós-convencional

Nos dias que correm, registam-se por toda a parte fenómenos racistas, que através de discursos, agressões morais e físicas e mortes,actualizam o paradigma biológico da luta de raças. Trata-se de uma construção do outro, que de modo pseudo-científico serve interesses de grupos étnicos, nacionalismos acirrados, a fome de domínio e a vontade de poder, depreciando e instrumentalizando outros homens, com raízes longas no percurso histórico da Modernidade e cujos preconceitos poderão ser erradicados numa mudança de atitude como a que é proposta pela Macroética pós-convencional de K.-O. Apel

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Na Segunda Guerra Mundial, a ordem para liquidar a chamada “vida indigna de viver” foi o passo decisivo da utopia racista para a realização da “solução final ” do genocídio. Pela Higiene da Raça e pela Eugenia desnudou-se a vítima de todo o valor mediante a construção fictícia da sua hereditariedade e em nome da raça pura do corpo do povo julgou-se legítima a negação da vida.

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As recentes transformações sociais e políticas na Europa fazem recrudescer as dificuldades de não ser racista e subir ao lume da ribalta coros racistas, que a investigação já identifica a sintomas de uma doença social.

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(…) [O] racismo é um problema mundial e actual, que nos avassala em ondas crescentes, alimentado em vários quadrantes por campanhas de comunicação social contra estrangeiros, latentemente presente nas reacções de medo perante a invasão das culturas nacionais por elementos estranhos, (…) o fenómeno do racismo é uma construção depreciativa do outro com profundas e misteriosas raízes no homem, é uma.espécie de “doença social” existente na maior parte das sociedades de hoje, cujos sintomas são sofridos mas frequentemente não reconhecidos pelas suas vítimas.

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