
Há uma razão para Sócrates não ter estabelecido esta distinção ou, pelo menos, para não a ter levado a sério. Tinha uma concepção da sua relação com Atenas e as suas leis que era profundamente diferente daquilo que podemos sentir ser a nossa relação com «o governo». À semelhança de outros gregos, Sócrates sentia-se profundamente ligado à sua cidade: não conseguia imaginar-se fora dela. A ideia de violar a sua relação com Atenas deve ter-lhe parecido impensável.
James Rachels, Problemas de filosofia, tr. Pedro Galvão, Gradiva, p. 24.
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