2 de Janeiro de 1936

Falecimento de Leonardo Coimbra.

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Karl Popper e o Problema da Demarcação de Teorias Científicas

O que distingue uma teoria científica de uma não científica? Existirão critérios de demarcação entre Ciência e Pseudociência?

Karl Popper considera que sim. Neste video, onde partes do seu trabalho são narrados, é muitíssimo bem feita a explicação das diferenças entre teorias científicas (testáveis) e teorias não testáveis (pertencentes a domínios como a Astrologia ou mesmo a Psicanálise).

Excelente video para consolidação ou iniciação ao Problema da Demarcação das teorias científicas.

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Será a IA realmente uma ameaça?

Estaremos na iminência de uma Inteligência Artificial, à semelhança dos filmes de ficção científica, em que somos dominados por uma criatura despojada de emoções, tão inteligente que nos vê como criaturas inferiores? Aparentemente, estamos ainda muito longe de uma IA à maneira da Matrix dos irmãos Wachowski, conforme demonstra a Ted Talk de Janelle Shane, onde esta é apresentada como uma forma de inteligência que, obedecendo literalmente ao que lhe é pedido pelos programadores, desconhece as mais elementares regras de semântica e de pragmática. O resultado é hilariante e surpreendente.

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Informação-Prova 2020: Filosofia 714

O IAVE publicou as informações-prova para os exames nacionais de 2020. O primeiro documento  apresenta algumas respostas para pontos mais controversos, como a distribuição das cotações; o segundo documento, respeitante especificamente a Filosofia, é semelhante para a generalidade das disciplinas.

IP Geral 2020 by lagoa1972 on Scribd

IP-EX-Fil714-2020 by lagoa1972 on Scribd

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O Papel do Cogito na Filosofia Cartesiana

Como chega Descartes ao Cogito? Quais as consequências epistemológicas do mesmo?

Vídeo legendado pela equipa do PdF. O original pode ser encontrado em: https://www.youtube.com/watch?v=7iGjiSbEp9c 

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Peter Singer: uma entrevista com Sofia Miguens e Paulo Santos

Sofia Miguens e Paulo Santos entrevistaram Peter Singer, quando esteve no Porto, em junho, para participar na International Conference on Ethics. Pode ouvir a entrevista aqui:

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O Problema do Cepticismo

Jennifer Nagel, da Universidade de Toronto, narra esta animação onde são explicados os desafios do Cepticismo, bem como as diferente versões desta perspectiva filosófica.  Uma boa forma de iniciar o Desafio Céptico no programa de Filosofia de 11.º ano.

O video original pode ser encontrado em https://www.youtube.com/user/WirelessPhilosophy

A legendagem em português foi elaborada pela equipa do Páginas de Filosofia.

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As Aprendizagens Essenciais e o Programa de Filosofia

 

Esta tabela comparativa permite verificar com maior clareza quais os conteúdos constantes do Programa oficial de Filosofia de 2001, os conteúdos estabelecidos pelas Orientações para efeitos de avaliação sumativa externa e os conteúdos contemplados nas Aprendizagens Essenciais.

Para maior clareza, disponibilizo a mesma tabela em formato pdf clicando neste link:

Programa_Aprendizagens Essenciais

Programa Aprendizagens Essenciais PDF by lagoa1972 on Scribd

 

 

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Ação moral

Kant nunca disse que as boas ações têm de ser motivadas por um sentido de dever. O que Kant diz, de facto, é que, na medida em que são praticadas por um sentido do dever, as ações têm valor moral genuíno (…). Passo a explicar porquê. (…)

Kant convida-nos a imaginar um indivíduo (chamemos-lhe Zé) que passa a vida a fazer o bem apenas porque lhe apetece fazê-lo. Possui um desejo natural de ajudar as pessoas e dá-lhe muito prazer ir ao encontro das necessidades dos outros. Kant concede que as ações do Zé são «boas» e «compassivas», mas nega que tenham qualquer valor moral verdadeiro. Kant acredita que o apreço moral é um tipo de apreço muito singular.

Haverá alguma coisa de impressionante ou que inspire reverência no facto de fazer aquilo que o faz sentir-se bem? Agora suponhamos que o Zé fica deprimido [quando se confronta com a infelicidade alheia] e suponhamos que – não obstante a depressão e o facto de já não se comprazer em estender aos outros uma mão amiga – o Zé continua a praticar boas ações apenas porque sabe que é isso que está certo fazer (…); pratica boas ações «unicamente por dever». Ora, isto é impressionante – e mesmo inspirador de reverência. Quando Kant diz que as ações feitas por dever são as únicas que têm valor moral está apenas a sugerir que reservamos um tipo especial de louvor ou de apreço para as ações feitas ao arrepio das inclinações.

Repare que a versão moralmente valorosa do Zé não é propriamente a versão que gostaríamos de convidar para jantar lá em casa. Na verdade, este Zé parece uma pessoa um tanto desagradável. Preferimos de longe rodear-nos de pessoas como o Zé generoso e bem-disposto que simplesmente gosta de ajudar os outros. Assim sendo, por que motivo pensa Kant que as únicas ações com valor moral são do outro Zé deprimido? Talvez por esse Zé – o Zé com uma tal dedicação ao dever – ser o único dos dois que garantidamente fará o que deve ser feito. Kant talvez receie que as pessoas que fazem o bem apenas porque lhe apetece deixem de o fazer quando deixar de lhes apetecer. Em alternativa, se o que as leva a praticar uma dada ação é o facto de pensarem que essa é a atitude certa a tomar, então é de presumir que levarão essa ação a cabo independentemente de lhes apetecer ou não fazê-lo.

Alexander George (2008), Que diria Sócrates? Lisboa: Gradiva.

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A Vontade Boa

 

Não é possível pensar em seja o que for no mundo, ou até fora dele, que se possa considerar bom sem qualificação exceto a vontade boa. A inteligência, a perspicácia, o discernimento e sejam quais forem os talentos do espírito que se queira nomear são sem dúvida bons e desejáveis, em muitos aspetos, tal como as qualidades do temperamento como a coragem, a determinação, a perseverança. Mas podem também tornar-se extremamente más e prejudiciais se a vontade, que dará uso a estes dons da natureza e que na sua constituição especial se chama «carácter», não for boa. O mesmo acontece com os bens da fortuna; poder, riquezas, honra e até a saúde, e o completo bem-estar e satisfação relativamente à nossa condição a que se chama «felicidade» suscitam o orgulho e muitas vezes desse modo a arrogância, a não ser que exista uma vontade boa para corrigir a sua influência no espírito e desse modo também retificar todo o princípio da ação e torná-lo universalmente conforme ao seu fim. […] Uma vontade é boa não por causa dos seus efeitos ou do que consegue alcançar, nem por ser apropriada para alcançar um dado fim; é boa unicamente através da sua vontade, isto é, é boa em si. Quando é considerada em si, é muito mais estimada do que seja o que for que alguma vez ela poderia produzir meramente para favorecer qualquer inclinação, ou mesmo a soma de todas as inclinações. Mesmo que esta vontade, devido a um destino especialmente desafortunado ou à provisão mesquinha da natureza madrasta, seja completamente desprovida de poder para cumprir o seu propósito; se com o maior esforço nada conseguisse, contudo, alcançar e só a vontade boa permanecesse (não, é claro, como um mero desejo, mas como a convocação de todos os meios ao nosso alcance) – mesmo assim a vontade boa, como uma joia, brilharia com a sua própria luz como algo que tem todo o seu valor em si. A sua utilidade e esterilidade nunca podem aumentar ou diminuir o seu valor.

Immanuel Kant (1785), Fundamentação da Metafísica dos Costumes.

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