Pesquisadores aplaudem decisão de Obama sobre células tronco

Cientistas especialistas em células tronco embrionárias da Universidade de
Miami (UM) consideraram “um grande avanço para o tratamento de doenças” a
decisão do presidente americano, Barack Obama, de liberar o financiamento
a esse tipo de pesquisa.

“Acho que Christopher Reeve ficaria muito contente com o anúncio”, disse
Dalton Dietrich, cientista que coordena o Projeto Miami para a Cura da
Paralisia, da Escola Miller de Medicina da UM.

Em uma entrevista coletiva com outros cientistas da instituição, Dietrich
lembrou que o ator de “Superman”, que ficou paralítico depois de cair de
um cavalo, e que morreu em 2004, “lutou durante a vida pela pesquisa com
células tronco”.

“Agora”, afirmou, “seremos capazes de fazê-lo e resolver estes problemas”
com o apoio do Estado.

O presidente democrata assinou uma ordem executiva estabelecendo o fim da
política de Bush no campo da bioética – que, segundo os críticos,
dificultou os esforços dos cientistas para encontrar tratamentos para
doenças graves como os males de Alzheimer, Parkinson e diabetes.

“A partir de agora seremos cientificamente mais livres para observar
diferentes tipos de células e comparar umas com as outras, o que significa
que as oportunidades científicas são muito maiores”, destacou Joshua Hare,
do Instituto Interdisciplinar de Células Tronco da UM.

Segundo os cientistas, as células-tronco embrionárias têm um enorme
potencial para curar e tratar doenças, já que podem substituir células
danificadas ou doentes e permitir a reconstituição de tecidos e órgãos.

Este tipo de pesquisa, no entanto, gera muita polêmica, por precisar
destruir embriões humanos nos primeiros dias de seu desenvolvimento para
extrair as preciosas células-tronco, o que é considerado por alguns como
assassinato.

Os embriões utilizados são blastocistos supranumerários deixados por
casais que realizaram tratamentos em clínicas de fertilização in vitro.

“Não estamos matando uma pessoa. Isso é um conceito religioso, não legal”,
disse por sua vez Raúl de Velasco, do departamento de Ética da Escola de
Medicina Miller da UM.

“Os embriões que não são usados em uma fertilização in vitro são
descartados, e ninguém acha que isso é jogar uma vida humana no lixo”,
acrescentou.

http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI3623362-EI294,00-Pesquisadores+aplaudem+decisao+de+Obama+sobre+celulas+tronco.html

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