Simpósio de Estética e Arte começa hoje no Morro Bento

ADRIANO DE MELO |

Os desafios da fundamentação e sistematização da arte são temas do
primeiro Simpósio Internacional de Estética e História da Arte em Angola e
África, que abre hoje, às 18h00, na Escola Nacional de Administração
(ENAD), no Morro Bento, Samba.
Organizado pelo Instituto Etona e a LS Produções, com o intuito de
difundir e realçar o papel da arte e da cultura no desenvolvimento e
autodeterminação dos africanos, o simpósio pretende promover, durante dois
dias, vários estudos e debates sobre os desafios de organizar,
sistematizar e compreender teoricamente a actividade cultural e artística
em Angola e África.
Com os pontos de análise a focarem principalmente aspectos ligados à
cultura, arte e criação artística na estética angolana, as correntes,
ideias e desafios da sistematização da arte em África, o papel da
criatividade artística na educação para o progresso social e cultural de
Angola, o simpósio conta com a presença de especialistas africanos,
americanos e europeus, que já estão no país desde ontem.
Entre os prelectores convidados destacam-se nomes como o de José Luís
Ferreira, presidente do Conselho Geral da Associação Nacional dos Artistas
Plásticos Portugueses e sociólogo de arte, para quem o simpósio abre
portas para uma nova perspectiva da arte dentro da globalização e do
respeito entre os povos e suas culturas.
“É preciso ter coragem de se enfrentar novas realidades e encontrar novos
paradigmas da estética artística. Acredito muito na importância de eventos
do género”, disse o especialista que vai apresentar os temas “O Etonismo”
e “Os novos Conceitos da História da Arte”.
Para o crítico de arte português Rodrigues Vaz, esta iniciativa é de
louvar pelo facto de mostrar a disposição dos angolanos em organizar um
evento do género no domínio das artes. “Normalmente são actos desta
natureza que ajudam a engrandecer as artes de um determinado país, por
permitir tirar certas ilações a partir dos debates”, disse Manuel
Rodrigues Vaz.
Samba Diakité, da Universidade de Bouake, na Côte d’Ivoire, considerou que
a união de vários especialistas de artes em Angola permite conhecer um
pouco mais a cultura do país.
Segundo Samba Diakité, o ensino da arte e sua difusão entre os jovens
académicos é um passo fundamental a ter em conta para a dinamização deste
género em África, particularmente como veículo de educação, formação e
reencontro dos artistas africanos.
Adepo Yapo destacou a importância do encontro pelo seu cunho científico e
por unir experts de vários países. “A importância deste simpósio está em
discutir conceitos e reunir as bases para uma maior difusão da arte
africana”, disse Adepo Yapo.
Projectado também para promover a integração da arte angolana nos
programas de promoção do desenvolvimento nacional, o simpósio significa,
para o filósofo, historiador de arte e director geral do Ministério da
Cultura e Artes da República do Congo, Jean-Luc Aka-Evy, analisar, com
outros especialistas, o conceito de arte africana e a sua importância na
actual nova ordem mundial, onde as culturas regionais ganham importância.

http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=99647&Seccao=cultura

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Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 1995, é Professor no Ensino Secundário desde 1994/5 e Formador de professores, com o registo CCPFC/RFO-38329/17. Mestre em Ensino de Filosofia (Faculdade de Letras da Universidade do Porto). Mestre em Pedagogia do e-learning (Universidade Aberta). Site pessoal: http://sergiolagoa.wordpress.com . Coeditor do site Mil Folhas -- http://www.milfolhas.net Contacto: aulas.sergiolagoa@gmail.com

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