Sofística

1. Aristóteles chamou de sofística “a sabedoria (sapientia) aparente mas não real”, e esse passou a indicar a habilidade de aduzir argumentos capciosos ou enganosos.
2. Em sentido histórico, a sofística é a corrente filosófica preconizada pelos sofistas, mestres de retórica e cultura geral que exerceram forte influência sobre o clima intelectual grego entre os sécs. V e IV a.C. A sofística não é uma escola filosófica, mas uma orientação genérica que os sofistas. acataram devido às exigências de sua profissão. Seus fundamentos podem ser assim resumidos:
– 1.º O interesse filosófico concentra-se no homem e em seus problemas, o que os sofistas tiveram em comum com Sócrates.

– 2.º O conhecimento reduz-se à opinião e o bem, à utilidade. Conseqüentemente, reconhece-se da relatividade da verdade e dos valores morais, que mudariam segundo o lugar e o tempo.

– 3.º Erística: habilidade em refutar e sustentar ao mesmo tempo teses contraditórias.

– 4.º Oposição entre natureza e lei; na natureza, prevalece o direito do mais forte.

Nem todos os sofistas defendem essas teses: os grandes sofistas da época de Sócrates (Protágoras e Górgias) sustentaram principalmente as duas primeiras. As outras foram apanágio da segunda geração de sofistas.

Nicola Abbagnano, Dicionário de Filosofia
Blogue em http://paginasdefilosofia.blogspot.com
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