Carl Sagan, Cosmos

Se há livros cuja leitura deveria ser obrigatória, “Cosmos” é um deles.
Carl Sagan acabou de escrever este livro em 1980, pelo que é natural que algumas informações de carácter político e científico pareçam um pouco ultrapassadas. Mas nem isso retira magia a este pequeno livro: Sagan prende-nos da primeira à última página, estimulando o desejo de ler compulsivamente.
Sagan foi um cientista norte-americano que se popularizou pelo seu papel enquanto divulgador de ciência. Mas Sagan é muito mais do que isso: é um escritor fantástico que nos desperta não apenas para o conhecimento científico mas também para o pensamento crítico, levando-nos a questionar, qual criança espantada, os porquês do mundo e da vida.
O livro evoluiu a par de uma série de televisão com o mesmo nome. Há poucos anos foi lançada uma edição especial do livro e da série, esta última com a colaboração de Ann Druyan, a última esposa de Sagan.
Como surgiu o Universo? A que distância estão as estrelas? De que são feitas as estrelas? Qual o conhecimento que temos sobre as coisas que nos rodeiam? Que conhecimento poderíamos hoje ter se não tivéssemos destruído a Biblioteca de Alexandria ou se não sofrêssemos, durante toda a Idade Média, uma era de obscurantismo e fanatismo religioso? Que provas temos da evolução das espécies? Como sabemos que as tradições orais são frequentemente falsas, como as caras de samurais nas carapaças dos caranguejos Heike? Como seria o nosso universo se existissem apenas duas dimensões (uma espécie de flatland)? Existem marcianos? Será  provável sermos visitados por homenzinhos verdes ou extra-terrestres de olhos cinzentos? Poderemos estabelecer comunicação com outras civilizações no universo, se existirem? Que responsabilidade temos perante o nosso próprio planeta?
Quem se interessa por estas questões tem de ler Cosmos. E, provavelmente, deixar que o livro influencie grande parte das escolhas futuras. Foi o que me aconteceu, e nunca me arrependi.
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